Pastagens são constituídas por espécies de plantas adaptadas ao pastoreio. A razão pelo uso de diferentes espécies de plantas em uma pastagem vai além do simples desejo e se aumentar a massa de forragem produzida ao longo do ano. As vantagens de se utilizar diferentes espécies são: melhor distribuição estacional da produção de forragem, melhores valores nutricionais, melhor persistência da pastagem, melhor tolerância a pragas e doenças e até mesmo como forma de manejo para se eliminar outras espécies indesejadas e melhorar a condição fisco-química do solo.

O programa de melhoramento da PGG Wrightson possui mais de 70 anos, e a geração de cultivares é realizada principalmente da Nova Zelândia, pela Grassland Inovations e no Uruguai, pelo INIA. A seleção de espécies e variedades busca melhorar o resultado econômico do sistema produtivo, tendo como premissa básica que estas espécies e cultivares estejam adaptadas às condições locais, versáteis quanto ao seu uso, além do impacto positivo no resultado econômico.

Buscando adaptar às condições locais, a PGW Sementes está testando no Sul do Brasil mais de 25 cultivares de forrageiras diferenciadas e inovadoras para o planejamento forrageiro das propriedades. Entre estas estão cultivares de plantas de espécies dos gêneros Lolium, Avena, Festuca, Dactlys, Trifolium, Lotus e Cichorium.

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Festucas

Gramínea perene, hibernal, com grande perfilhamento e folhas verde-escuras, adaptada a uma série de ambientes, a Festuca (Festuca arundinacea Schreb.) possui tolerância a secas, calor excessivo, solos úmidos, geadas e ataques de insetos. Possui crescimento no verão, eficiência no uso da água, compatibilidade com trevos e enraizamento profundo. As variedades modernas de Festuca possuem alta qualidade nutricional ao animas, sendo indicada para as produções de Gado de Corte, Gado de Leite, Ovinos e a Equinos. Estudos realizados na Nova Zelândia apontam índices de 21,3% de Proteína Bruta e 76% de Digestibilidade, contra 19,7% e 74,1% do Azevém Perene. Mesmo sendo tolerante a seca, é sob climas com bons níveis de chuva e irrigação que a Festuca mostra todo seu potencial, além de se desenvolver melhor em solos médios e pesados. O Nitrogênio é um nutriente muito importante no manejo da Festuca, por esta razão que o consorcio com leguminosas pode trazer grandes benefícios para a pastagem. De...

Trevos Vermelhos

O Trevo-Vermelho (Trifolium pratense L.) tem como principais características a sua alta produtividade e seu grande valor nutritivo, semelhante ao da alfafa, sendo um dos trevos mais cultivados em países de clima temperado. No sul do Brasil, está adaptado a variadas condições de solo e clima, e suas sementes (de maior tamanho) permitem rápido estabelecimento em relação a outras leguminosas. É uma leguminosa de ciclo bienal, ereta, que alcança até 80 cm de altura. As folhas são trifoliadas, pubescentes e alternas, com uma mancha pálida, em “V” invertido, na parte ventral dos folíolos. Os caules às vezes enraízam nos nós quando em contato com a superfície úmida do solo. O trevo-vermelho é uma planta com caules erguidos ou decumbentes, podendo apresentar raízes adventícias ao lado da raiz pivotante. A raiz pode estender-se a um metro ou mais de profundidade. Possui inflorescência sobre uma ou duas folhas normais com estípulas dilatadas. As inflorescências consistem de um capítulo com nume...

Chicórias

A Chicória é uma planta perene, de alta resistência, e que produz folhas largas. As maiores taxas de produção de forragem da chicória ocorrem entre os meses de Setembro a Maio sendo que sob bom manejo pode produzir aproximadamente 10 t/ha. Esta espécie fertilidade em níveis médios a altos, além de uma fonte N. Comporta-se muito bem quando consorciada com trevo branco ou vermelho, mas pode necessitar uma dose de N no início do seu ciclo produtivo. Sua produção é boa na maioria dos solos, sendo mais persistente em solos leves e bem drenados. Sua raiz pivotante resulta em boas produtividades em períodos de seca. Entre suas características produtivas destacamos o rápido rebrote após cada pastoreio e alta produção em regiões quentes, onde algumas leguminosas, como os trevos branco e vermelho, não apresentam bons resultados.  

Cornichões

O sucesso do uso do Cornichão em nossos sistemas de criação se deve a sua alta adaptação e facilidade de manejo do pastoreio. Por possuir taninos condensados que evitam a ocorrência de timpanismo recomenda-se a sua implantação em consorciação com outras leguminosas e gramíneas. É uma leguminosa perene com baixa exigência de fertilidade, tolera baixos níveis de fósforo, aceita solos ligeiramente ácidos e suporta bem períodos de seca. Apesar destas características, gera melhores resultados em solos corrigidos e com níveis adequados de fertilidade. Pode ser semeada na primavera, sendo mais recomendado realiza-la no início do outono. Para garantir um correto estabelecimento deve-se realizar um manejo cuidadoso no primeiro ano, além de evitar que a pastagem baixe de 7 cm de altura. Espécies de cornichões: Lotus corniculatus (Cornichão São Gabriel): Trata-se de uma planta herbácea, perene, glabra, com folhas pinadas compostas de três folíolos apicais digitados e dois basais distanciados, ...

Trevos Brancos

Considerada a mais importante leguminosa semeada com gramíneas em pastagens de clima temperado, o Trevo-Branco (Trifolium repens L.) destaca-se pela sua alta produção de forragem e pelo seu elevado valor nutritivo. Por se tratar de uma cultivar de alta produção com risco de timpanismo, é uma forrageira muito utilizada na pecuária de corte e leiteira, em sistemas intensivos consorciado com gramíneas e em sistemas de pastoreio controlado. Também é valorizada para uso sob lotação contínua, pois é adaptada para produzir sob condições de desfolhação intensa, incrementando a palatabilidade e o teor de proteína da forragem colhida pelos animais. O trevo-branco tem elevado valor nutritivo, sendo rica fonte, além de proteína, também de cálcio, fósforo e caroteno. Comparado com pastagem de gramínea adubada com nitrogênio, as misturas de gramíneas/trevo têm, geralmente, índices mais elevados de proteína, minerais, incluindo pectina e lignina, porém, índices mais baixos da celulose e hemicelulose...

Aveias

Gramínea de crescimento rápido, uniforme e de bom perfilhamento. Excelente produtora de grãos e de grande potencial forrageiro. Pode ser utilizada tanto em pastejo direto como para a produção de feno ou silagem. Rica em proteína, vitaminas e sais minerais, sendo pouco exigente quanto ao tipo de solo, mas requer bons níveis de matéria orgânica e umidade. Responde muito bem a adubação fosfatadas e nitrogenadas e suporta o estresse hídrico e geadas. As aveias possuem a capacidade de fornecer forragem de qualidade em um período estratégico, no início do outono, quando em muitos sistemas há deficiência de forragem tanto em quantidade como em qualidade. Em sistemas anuais pode ser consorciada com Azevéns e trevos, fornecendo forragem mais precoce. Já em sistemas com gramíneas perenes tropicais, fornece uma forragem de melhor qualidade no início do outono.

Alfafa

A Alfafa foi a primeira espécie forrageira a ser domesticada. A sua excelente qualidade nutricional e sua alta produtividade a faz ser reconhecida mundialmente como a “rainha das forrageiras”. É uma das forrageiras de maior valor nutritivo, muito apreciada por animais, tanto em forma de feno como em pastejo. A alfafa cresce bem dos 200 aos 3.000 m acima do nível do mar, tendo rendimento ótimo entre 700 a 2.800 m e sendo a leguminosa mais adaptada a solos neutros ou alcalinos. É uma espécie perene de verão, com caule de hábito ereto, folhosos e originários da coroa da planta, próximo da superfície do solo, podendo atingir de 0,60 a 0,90 m de altura. Possui um sistema radicular profundo, folhas trifolioladas, compostas de folíolos oblongos. Quanto à sua qualidade bromatológica, apresentando os seguintes níveis: proteína bruta = 22 a 25%, cálcio = 1,6%, fósforo = 0,26% e NDT = 60%. Estes são números muito superiores aos de outras fontes de alimentos habitualmente utilizados em nossa pec...

Azevéns

Planta amplamente utilizada pelos produtores, o Azevém é uma forrageira de alta palatabilidade pelos animais, com elevados teores de proteína e digestibilidade, bem como equilibrada composição mineral. Possui uma boa produção de forragem, bom rebrote, resistência ao pastejo e ao excesso de umidade, além de suportar altas lotações e possuir alta ressemeadura natural. O azevém é uma gramínea cespitosa, com colmos cilíndricos e eretos, compostos de nós e entrenós, com 30 a 60 cm de altura. Possui folhas finas, tenras e brilhantes, com bainhas cilíndricas e folhas jovens enroladas. A lígula é curta e as aurículas são abraçantes. A inflorescência é uma espiga dística, isto é, com duas fileiras de espiguetas, contendo cerca de 40 espiguetas arranjadas alternadamente. O grão é uma cariopse e apresenta peso de mil sementes médio de 2 a 2,5 g nas variedades diplóides e 3 a 4,5 g nas tetraplóides. O peso da semente, no entanto, é uma característica que depende muito do manejo da lavoura. É uma...